sábado, 26 de maio de 2012

Desaparecem 6 crianças por dia em Portugal

«Todos os dias desaparecem, em média, seis crianças e adolescentes em Portugal. Desde Janeiro, as autoridades policiais investigaram 892 processos de menores desaparecidos. A maioria dos rapazes e das raparigas (869 casos) foram encontrados, mas ainda falta saber o paradeiro dos restantes 23. No ano passado, os números foram alarmantes: foram registados 2842 desaparecimentos de menores, dos quais falta ainda saber onde estão 27.


- Rui Pedro desapareceu em 1998 -




Os dados foram revelados ontem, Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, na conferência ‘Crianças desaparecidas e exploradas sexualmente’, organizada pelo Instituto de Apoio à Criança, na Assembleia da República. A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, manifestou-se "favorável à colocação de dispositivos electrónicos de localização", como os chips, em pedófilos, e defendeu a adopção de uma lei para referenciação de abusadores de menores.

A governante anunciou a regulamentação, para breve, de uma directiva comunitária que agrava as penas para os autores de crimes contra as crianças e penaliza outras situações. Um dos fenómenos que está a contribuir para o desaparecimento e a ocorrência de abusos sexuais de menores é o "aliciamento através da internet", alertou Aurora Dantier, subcomissária da PSP de Lisboa.

A reincidência dos pedófilos levou Dulce Rocha, vice-presidente do IAC, a defender a "avaliação periódica da perigosidade" dos agressores sexuais. A responsável lembrou a linha telefónica (116000) para a qual podem ser reportados os casos de desaparecimento de menores.

Quem não esquece os processos de desaparecimento são, além das famílias, os polícias. Alexandre Chagas, inspector da PJ, contou ao Correio da Manhã que não sente a "satisfação dos casos concluídos com êxito", porque não esquece um caso ainda em aberto: "Falta encontrar o [Jorge] Sepúlveda. Nunca o esqueci."

MÃE DE RUI PEDRO TEM ESPERANÇA

Foi com a esperança de que o filho Rui Pedro lesse as mensagens, escritas por alunos das escolas de Matosinhos e presas em balões brancos, que Filomena Teixeira participou ontem numa iniciativa simbólica, que reuniu cinco mil crianças.

"Quando larguei os balões estava a pensar no meu filho. Tenho esperança de que ele possa ver a mensagem. É isso que me move", disse ao CM. "A cada ano que passa é mais doloroso, mas, por outro lado, sinto-me mais acompanhada. Há 14 anos era uma luta sozinha", contou.»



in CM online, 26-5-2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nova Iorque, EUA: FBI desvenda caso de criança desaparecida em 1979

«Etan Patz, um menino nova-iorquino de seis anos, desapareceu enquanto se dirigia para a escola, em 1979. A criança não deixou rasto e acabou por ser um dos nomes mais conhecidos na lista de crianças desaparecidas. O FBI ficou encarregado do caso e pode estar, agora, prestes a saber o que aconteceu.
Durante décadas, o FBI e a polícia de Nova Iorque, autoridades encarregadas da investigação do paradeiro de Etan Patz, receberam pistas que, mais tarde, levaram a buscas inconclusivas. No entanto, surgiram recentemente novas pistas que indicam que os restos mortais do menino, declarado morto em 2001, possam estar a uns metros de sua casa, em SoHo, Nova Iorque.

Etan Patz desapareceu em 1979 quando, pela primeira vez, se dirigia para a escola sozinho. O menino saiu de casa e caminhou pela rua Prince até à paragem de autocarro situada numa intercepção com a rua West Broadway, onde iria apanhar o autocarro para a escola. Enquanto percorria a rua, o menino foi observado pelos pais através da janela da habitação, até que a paisagem urbana os impediu de continuar. Nessa manhã, foi a última vez que Stan e Julie, pais de Etan, viram o filho.

Segundo uma pista recente investigada pelo FBI, as suspeitas recaem, agora, sobre Othniel Miller, residente no número 127 da rua Prince, a mesma rua onde Etan e os pais residiam.

O homem, actualmente com 75 anos, terá oferecido um dólar ao menino, em troco de ajuda no negócio de madeira que mantinha nessa mesma rua, na noite antes do desaparecimento.

Em 1979, a polícia chegou a desconfiar de Othniel Miller quando, no início das investigações, se apercebeu que o chão da sua loja tinha uma camada de cimento ainda fresco. No entanto, as autoridades não oficializaram a suspeita porque Miller os avisou de que se procedessem às escavações, teriam de pagar uma nova cobertura para o chão da loja.

Agora, devido aos novos desenvolvimentos do caso reaberto em 2010, o FBI procedeu às primeiras buscas na casa e na loja do homem suspeito. A certeza de que Othniel Miller seria o próximo alvo da investigação surgiu quando a mãe do menino desaparecido, Julie Patz, insistiu para que as autoridades voltassem a falar com ele.

Depois de terem interrogado Othniel Miller, os oficiais do FBI colocaram várias "tiras de odor", usadas para absorver cheiros, na cave do edifício onde vive o suspeito. Entretanto, as tiras foram levadas a cães especializados na detecção de cadáveres que rapidamente deram o alerta da existência de restos mortais.

Numa segunda fase, os animais foram levados até à cave para confirmação da possível prova mas "rapidamente foram atraídos até à sala da caldeira", reportou Stephen Kuzma, o responsável pelo edifício.

Na manhã desta quinta-feira, 40 investigadores do FBI, da polícia de Nova-Iorque e do Gabinete do Ministério Público de Manhattan procederam às buscas na cave do edifício, em SoHo, na esperança de encontrar provas ou restos mortais ligados ao desaparecimento de Etan Patz.

As escavações começaram na parede norte da estrutura onde nada foi encontrado, no entanto, os oficiais continuam com esperança de encontrar provas.

"Estamos obviamente confiantes de que iremos encontrar provas do desaparecimento de Etan Patz. Existem fortes razões que nos trouxeram até aqui" uma vez que "para nós e para a polícia de Nova-Iorque o tempo não interessa. O menino tinha seis anos quando desapareceu e enquanto não for apurado o que aconteceu não iremos desistir", explicou Tim Flannelly, porta-voz do FBI.»



in JN online, 20-4-2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Campanha de Amigos PROTOCOLOZERO Associação



Recebemos de Cidália Godinho - cidaliag@espart.pt - um e-mail com o seguinte teor:

«Caros,
Todos vós conhecem um pouco da minha história enquanto mãe da Inês, uma adolescente muito difícil e com problemáticas diversas, que tem acompanhado a minha existência nos últimos 8 anos. Mas nem tudo é mau! Graças à associação PROTOCOLOZERO consegui reencontrar a minha filha! Os elementos que compõem a associação têm sido de uma extrema entrega, dedicação e carinho. Amigos 24 horas por dia. Sem eles os meus dias seriam, decerto, bem mais solitários e amargos. E tudo isto fundamentado unicamente no imenso AMOR que nutrem pelos outros, a custo zero, sem nada pedir. Mas para conseguirem uma maior eficácia e abrangência precisam, com urgência, de um local onde possam reunir, aconselhar, fazer aquilo que tão bem sabem… Ajudar o próximo nas mais diversas vertentes com muito AMOR! Fiquei muito sensível ao apelo da associação no sentido de arranjar verbas para o aluguer de uma sala. Ou, então, se alguém tiver um espaço que possa ceder…
Vamos ser “AMIGOS” do PROTOCOLOZERO (eu já sou!) e, entre todos, possibilitar esse sonho a esta associação. Vamos reunir verbas (nem que seja € 0,20 por dia). Quem estiver interessado em ajudar contacte-me ou consultem o site da associação em http://protocolozero.tk!
A todos o meu BEM HAJAM!»





quarta-feira, 18 de abril de 2012

Jovens de Nelas foram encontradas na cidade da Guarda

«As duas jovens, de 15 anos, residentes em Nelas e que estavam desaparecidas desde segunda-feira foram ontem à noite encontradas na Guarda.

Jéssica Oliveira e Sílvia Branquinho estavam bem de saúde e as autoridades confirmam que as duas jovens terão fugido de casa, afastando-se assim qualquer hipótese de crime na origem do desaparecimento.

Tal como o DN noticou anteriormente, um taxista confirmou à GNR que as transportou até Viseu, ao Palácio do Gelo, na segunda-feira à tarde. Depois disso não se soube para onde foram as estudantes da Escola Secundária de Nelas.»



in DN online, 18-4-2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nelas: Silvina Branquinho e Jessica Oliveira estão desaparecidas (actualização: foram encontradas na cidade da Guarda)




«Duas amigas de 15 anos, que frequentam a Escola Secundária de Nelas, estão desaparecidas desde segunda-feira de manhã. Segundo a GNR, não há indícios de crime.

Silvina Branquinho e Jessica Oliveira, ambas de 15 anos, faltaram às aulas na segunda-feira, o que levou a escola a contactar a família. Posteriormente, os pais formalizaram o desaparecimento junto da GNR, que está "a diligenciar no sentido de as localizar".

O relações Públicas da GNR de Viseu, Paulo Fernandes, diz que "aparentemente as duas jovens terão fugido", descartando-se o cenário de um possível rapto.

"A GNR está a fazer a difusão das fotografias das duas raparigas, que se terão ausentado voluntariamente", adiantou.»



in JN online, 17-4-2012




Actualização do post:


«As duas jovens, de 15 anos, residentes em Nelas e que estavam desaparecidas desde segunda-feira foram ontem à noite encontradas na Guarda.

Jéssica Oliveira e Sílvia Branquinho estavam bem de saúde e as autoridades confirmam que as duas jovens terão fugido de casa, afastando-se assim qualquer hipótese de crime na origem do desaparecimento.

Tal como o DN noticou anteriormente, um taxista confirmou à GNR que as transportou até Viseu, ao Palácio do Gelo, na segunda-feira à tarde. Depois disso não se soube para onde foram as estudantes da Escola Secundária de Nelas.»



in DN online, 18-4-2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

França: Casal de portugueses Benigno Ferreira e Francelina Gomes desaparecidos (segunda actualização: foram encontrados os corpos de Benigno Santos Ferreira e Francelina Conceição Gomes)





«Um casal de portugueses de 57 anos, residente em Moissac, perto de Montauban, sudeste de França, desapareceu na passada sexta-feira, "sem deixar qualquer rasto", disse à Lusa a vice-cônsul de Portugal em Toulouse.






Noélia Pacheco explicou que Benigno Santos Ferreira e a sua mulher, Francelina Conceição Gomes, ambos de 57 anos, estão há pouco tempo em França, ele desde 2010, ela desde 2011. Nenhum dos dois regressou a casa depois de, na passada sexta-feira, terem jantado com um casal amigo, a cerca de dois quilómetros do local onde viviam. Os portugueses vivem na zona de Montauban, cidade onde Mohamed Merah, morto ontem em Toulouse, assassinou dois militares franceses.

Segundo a vice-cônsul, foi um dos filhos do casal, o único que vivia em França, que alertou a polícia para o desaparecimento quando, por volta das 05:00 de sábado, chegou a casa e não encontrou os pais nem conseguiu contactá-los. O pai tinha deixado o telemóvel em casa.

"Esta é uma situação anormal e preocupante. Desapareceram sem deixar qualquer rasto. Foram vistos pela última vez entre as 23:30 e as 00:00. A polícia continua a fazer buscas mas sem qualquer pista. Segundo diz o filho, e também como já confirmaram as autoridades, os pais não fizeram qualquer movimento bancário desde o dia em que desapareceram", acrescentou.

Noélia Pacheco afirmou ainda que Benigno Ferreira e Francelina Gomes se deslocavam num carro que teriam comprado há pouco tempo, e do qual também não se tem rasto: "É um Citroën branco, com a matrícula BL 874 LT. Temos apelado a quem saiba alguma coisa que nos contacte. Estamos a seguir o caso de perto, junto da família e da polícia", afirmou.

acordo com a página na Internet do jornal francês La Depeche, a polícia não exclui a hipótese de o casal ter decidido, "de um momento para o outro", ir a Portugal, nem exclui a hipótese de suicídio.

A vice-cônsul considera, no entanto, que "é estranho que, tendo ido para Portugal, não tenham gasto dinheiro, pelo menos para pôr gasolina no carro". Quanto à hipótese de suicídio, Noélia Pacheco diz que o filho garante que "os pais estavam agora melhor financeiramente e que nunca falavam em morrer".

A polícia francesa está a contactar todos os números da lista do telemóvel do homem desaparecido. As autoridades encontraram, entretanto, nas imagens das câmaras de segurança da portagem de uma autoestrada a oito quilómetros da casa do casal, registo da passagem de um carro branco na madrugada do desaparecimento. Contudo, é impossível distinguir a matrícula do veículo. O La Depeche escreve que, caso o casal continue desaparecido, as autoridades deverão requerer a cassete original.

Benigno Ferreira e Francelina Gomes são da cidade de Ansião, no concelho de Leiria. O homem, pintor na construção civil, trabalhava numa exploração agrícola. A mulher não estava empregada.»



in DN online, 23-3-2012




Primeira actualização do post


«As autoridades francesas retiraram esta manhã de um canal o corpo de Benigno Santos Ferreira, mas para já ainda não há sinais da mulher, Francelina Conceição Gomes, também desaparecida na zona de Moissac, França, há mais de uma semana.

O casal de 57 anos, que reside há pouco tempo em França, não regressou a casa depois de, na passada sexta-feira, ter jantado com um casal amigo, a cerca de dois quilómetros do local onde viviam. Segundo a RTP Informação, terá sido esse mesmo amigo a identificar o corpo do emigrante.

As autoridades estão agora a tentar perceber o que aconteceu a Francelina Gomes, assim como à viatura em que ambos seguiam naquela noite.

Benigno Ferreira e Francelina Gomes são da cidade de Ansião, no concelho de Leiria. O homem, pintor na construção civil, trabalhava numa exploração agrícola. A mulher não estava empregada.»


in DN online, 27-3-2012



Segunda actualização do post


«O corpo da mulher do casal de portugueses que tinha desaparecido há mais de uma semana em Moissac, Sudeste de França, foi encontrado num canal marítimo, na tarde desta quarta-feira.

A vice-cônsul de Portugal em Toulouse, Noélia Pacheco, disse à agência Lusa que o corpo de Francelina Conceição Gomes foi encontrado no canal marítimo do Midi, onde na quarta-feira as autoridades já tinham encontrado o corpo do seu marido, Benigno Santos Ferreira.

De acordo com a vice-cônsul, a polícia francesa acredita que se tratou de um acidente.

"A mulher foi encontrada pelos mergulhadores dentro do carro. Ao que tudo indica, o veículo caiu no canal por acidente. O resultado da autópsia ao corpo do homem revelou que morreu afogado. Estava a chover, era tarde e aquele não é um local de muita passagem. Já não é o primeiro acidente deste género que acontece no canal", explicou Noélia Pacheco.

Os corpos de Benigno Santos Ferreira e Francelina Conceição Gomes vão ser trasladados para Portugal, onde vai decorrer o funeral.

O casal vivia há pouco tempo em França, ele desde 2010, ela desde 2011. Nenhum dos dois regressou a casa depois de no dia 16 terem jantado com um casal amigo, a cerca de dois quilómetros do local onde viviam.

Foi um dos filhos, o único que vivia em França, que alertou a polícia para o desaparecimento do casal quando chegou a casa e não encontrou os pais nem conseguiu contactá-los. Ambos tinham deixado os telemóveis em casa. Desde o desaparecimento, nenhum dos dois efetuara movimentos nas contas bancárias.

O casal era natural de Ansião, no distrito de Leiria. O homem, pintor de profissão, trabalhava numa exploração agrícola. A mulher não trabalhava.»



in JN online, 28-3-2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Maia, Porto: Ângelo Neves, administrador da Caixa de Crédito Agrícola, dado como desaparecido (actualização: já apareceu)

«A mulher de um administrador bancário desaparecido na segunda-feira, na Maia, disse, esta quarta-feira, ter pedido a intervenção da Polícia Judiciária, por recear que o marido tenha sido vítima de alguma retaliação decorrente de decisões tomadas na esfera profissional.

"É tudo muito estranho", afirmou à Lusa Isabel Neves, que também formalizou na esquadra da PSP da Maia um pedido de localização do seu paradeiro.

Ângelo Neves, administrador da Caixa de Crédito Agrícola da Área Metropolitana do Porto, sediada na Maia, tinha o poder de aceitar ou rejeitar pedidos de crédito, explicou Isabel Neves, que diz recear que o marido tenha sido vítima de algum "ajuste de contas" por decisões naquele domínio.

O administrador bancário saiu do seu gabinete cerca das 10 horas de segunda-feira, alegadamente para comprar cigarros, não regressando pela manhã ao posto de trabalho.

Também não compareceu ao almoço que habitualmente fazia com colegas de trabalho, que, já cerca das 14 horas, encontraram os seus bens pessoais no gabinete, num indício de que não demoraria.

No entanto, nunca mais foi visto, nem sequer pela família, e goraram-se todas as tentativas para o localizar.

Segundo a mulher, o administrador bancário deixou todos os documentos, à exceção do Cartão do Cidadão e, nos dias precedentes, levantara apenas uma pequena quantia de dinheiro.

Sublinhou que se trata de uma pessoa voltada para o trabalho e família, acrescentando que não tem passaporte, o que exclui a sua ida para o estrangeiro.»


in JN online, 14-3-2012



Actualização do post:


«O bancário da Caixa Agrícola, Ângelo Neves, que estava dado como desaparecido já apareceu.

A informação foi avançada ao CM por um dos seus colegas no banco. Ângelo Neves, vogal da administração, já está em Portugal e contactou com o pessoal do banco.

O CM sabe que o homem, que tinha sido visto pela última vez às 10h00 de segunda-feira, está bem de saúde.

A PJ, que acompanha o caso, também confirmou o reaparecimento de Ângelo Neves.

O CM tinha avançado na sua edição desta quinta-feira que o vogal da administração, até agora desaparecido, terá “esvaziado” as suas contas particulares e de familiares.

A instituição bancária terá de fazer uma auditoria para verificar se haverá outros desvios de dinheiro.»


in CM online, 15-3-2012